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Tatuagem – A primeira a gente nunca esquece!

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Foto: Vida de Coelho

Coelhando

Tatuagem – A primeira a gente nunca esquece!

Talvez a grande maioria das mães fiquem apreensivas quando os filhos querem fazer tatuagens. Será que com a Dona Márcia Coelho foi assim? Confere aí!

Fala MAMÍFEROS de todo o mundo! Minha mãe decidiu compartilhar aqui com vocês sobre algumas lembranças relacionadas as minhas tatuagens. No caso específico, sobre quando decidi fazer a minha primeira tatuagem. Como será que eu me saí nessa, hein? Olha aí como a Dona Coelho Matriarca conta essa história e que reviravolta acaba acontecendo!

Por Márcia Coelho,

Bom, vamos falar sobre tatuagens que é um assunto que grande parte das pessoas tinha uma certa aversão, ou seria preconceito? E quando digo tinha, é porque percebo que nos dias de hoje é maior o número de famílias que alguém não tenha uma ou mais tatuagens, mesmo que discreta e bem escondida.

Hoje em dia, pais e filhos compartilham do mesmo gosto sem tanto tabu. Então na minha opinião, os que ainda não fizeram, têm mais chances de fazer pelo menos uma em algum momento da vida!

O Preconceito

Porém, preciso ser honesta, sempre recriminei os adeptos e apaixonados por tatuagens em decorrência da educação recebida dos meus pais. Eles eram bem tradicionalistas e interioranos. Não bastasse, nos primórdios da minha carreira funcional, a convivência com superiores hierárquicos e colegas, com o comportamento do regime militar, também não aceitavam essa arte no corpo.

O preconceito era tanto, que não tinha como mudar o julgamento dessas pessoas. Os adeptos dessa “arte” eram tachados de marginais ou drogados, não passavam a menor credibilidade. Então vocês já imaginam que até para conseguir um emprego era bem mais complicado e difícil.

Claro que isso é um absurdo! Até porque uma das maiores virtudes do homem é a capacidade de reconhecer seus erros, propor uma nova postura diante do contexto real da vida, que exige mudanças a todo momento.

É muito importante deixar de fazer prejulgamentos advindos de ideias retrógradas, questionar suas atitudes perante o outro e deixar que prevaleça sempre o respeito pelas diferenças e as escolhas de cada um para ser feliz.

O Olhar de Águia

Sempre fui muito atenta aos movimentos e atitudes dos meus filhos, bem como de alguns amigos mais próximos. Em outras palavras, sempre fui ”bisbilhoteira”! Hahaha… E foi em uma dessas bisbilhotagens que fiquei apavorada quando encontrei um belo desenho em papel de seda, no quarto do André.

Logo veio a ideia que era um molde de tatuagem. Lembro perfeitamente que pensei: “Esse moleque está querendo fazer uma tatuagem!”. Mas era tão grande o tal rabisco, que por um momento pensei ser impossível uma vez que ele era muito magro. Fiquei imaginando que o desenho só poderia ser feito nas costas ou na barriga…

Para não falar muito, acabei foi sendo chamada de louca e neurótica, quando tentei compartilhar da minha grande descoberta. Fui sugerida para que deixasse de pegar nos pés dos filhos. Vê se pode?

Pois bem, André estava com 17 anos, sabia MUITO BEM da minha posição em relação ao assunto, então acabei por acreditar que talvez estivesse mesmo exagerando e que jamais ele faria isso. Engano meu… aliás, mãe sempre se engana!

Imaginem só a minha surpresa após três dias desse fato, me deparar com André na cozinha, vestido com um pijama composto de calça comprida. Muito estranho, pensei: “Será que esse menino está doente?”.

Pensativa e calada, conversa vai conversa vem, eis que de repente ele levanta os braços se espreguiçando e acabou deixando o rabo do “Coelho Life Style” à vista (pois ocupa toda sua lateral da cintura pélvica). A vermelhidão era de pós tatuagem!!

Rapidamente, puxei as calças sem titubear, confirmando que era o mesmo desenho que havia encontrado dias anteriores. Fiquei boquiaberta, olhei e falei: “Não acredito no que vejo!!!”.

Ele ficou desesperado e já foi logo tentando justificar: “Mamãe… é a única que vou fazer, porque eu amo o seu sobrenome. É uma homenagem à senhora!” É claro que fiquei emocionada, mas não deixei ele perceber. Mas vamos falar a verdade, como é que você briga com uma criatura dessa? Hahaha…

Me lembro que só falei que eu não o deixaria de amar mais ou menos por causa daquela tatuagem. Mas aí me veio a lembrança de que três dias atrás, fui chamada de louca e neurótica. Então, exigi que falasse ao “acusador” que sua mãe não era louca!

Sempre falar a verdade

Passou uma semana e ele nada de falar. Eu, claro, pressionando. Pois se ele não falasse com o pai, eu falaria do meu jeito. Ou seja, sem rodeios (não é a toa que sou taxada de “generala”), pois tenho bastante iniciativa e exijo o tempo todo que sempre falem a verdade. Realmente acredito que só a verdade cabe em qualquer lugar!

Diante da pressão, o André se viu num beco sem saída! Inventou uma história de que a namoradinha estava grávida, deixando o “acusador” sem reação. E enquanto ele digeria a notícia, não acreditando no que ouvia, o André completou: “É brincadeira pai, só quero dizer que fiz uma tatuagem!”

No fim esse danado ouviu o que queria ouvir! Que a tatuagem não é problema nenhum, enquanto uma gravidez sim, pois mudaria a vida dele para sempre. As máscaras caíram para todos e imediatamente exigi a retratação quanto ao que foi falado sobre a minha pessoa: “Você é louca, meus filhos jamais fariam uma tatuagem”. E assim foi feito!

A segunda tatuagem

Mas não passou muito tempo, veio a segunda tatuagem das sei lá quantas que ele já fez até hoje. Dessa vez o André rabiscou uma índia, com o meu rosto e a descrição “Madre Guerreira”. Era enorme na panturrilha. E vocês sabem que sou grande né? Então já imaginam o tamanho da tal tatuagem! Hahaha…

E como o André não é bobo nem nada, mais uma vez ouvi a linda história da homenagem feita à mim. Ele teve a capacidade de me pedir uma foto que eu gostasse do meu rosto, pois era para uma propaganda de um Shopping da cidade e que aconteceria uma homenagem às mães. Eu, claro, acreditei…

Mais uma vez eu repito, como é que você briga com uma criatura dessa? Não tem jeito, pois ele te conquista! Hoje não tenho ideia de quantas tatuagens ele tem. O trabalho e a arte que retratam suas histórias não tem como não admirar. De fato fiquei feliz com a homenagem e com o desenho bonito também!

Minha rendição representada através do Amor e a Vida

Enfim, o resumo disso é que até eu acabei me rendendo e tenho uma tatuagem hoje em dia. Foi feita para mostrar a queda de paradigmas do meu radicalismo e intolerância, vindos de um passado muito distante. Isso é a maior prova de que tudo é mutável nesta vida. Temos que trabalhar constantemente a prática do respeito ao próximo.

Como a primeira nunca esquecemos, escolhi o símbolo do infinito com nome dos meus quatro filhos, representando o AMOR e a VIDA. É realmente uma maneira de demonstrar que, através desses rabiscos, levarei no antebraço pela eternidade o que tenho de mais importante na minha vida!

E querem saber o que penso hoje?
Que venham outras!!!

Gostaram do relato da Matriarca da Família Coelho? Ela é maravilhosa!
Com certeza muitos de vocês podem se identificar com essa história. Então nos conte como foi sua experiência e se gostariam que nós compartilhássemos mais histórias como essa!

Inclusive, aproveita e já se inscreve no canal Vida de Coelho no YouTube porque tá irado e vou colocar novidades uma atrás da outra para vocês! Vou colocar o link aqui: (Acesse aqui).

Beijos de luz para vocês MAMÍFEROS!

4 Comentários

4 Comments

  1. Avatar

    KALINY

    29 de março de 2018 at 20:06

    Minha primeira tatuagem fiz sem meu pai saber ,só avisei pra minha mãe,quando ele viu não gostou muito mesmo sendo uma homenagem pra família. FOI A PRIMEIRA DE VÁRIAS

    • André Coelho

      André Coelho

      9 de abril de 2018 at 17:43

      Hahahaha… tamu junto então! Eu adoro tatuagens. Quantas vc já tem?

    • Avatar

      Márcia Coelho

      12 de abril de 2018 at 16:13

      No final as histórias se repetem não é? Mãe é sempre mãe… protetora!
      bjs

  2. Avatar

    Marina

    2 de maio de 2018 at 12:22

    Minha primeira tatuagem também fiz sem minha mãe saber, mãe e mãe né… quando ela viu fingiu que não viu e não disse nada, mas eu conheço ela e sei que pelo olhar ela não gostou nada disso. Kkkkkk

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